Tenho o coração completamente vagabundo, ele dá abrigo a quem não merece, se entrega com uma facilidade aburda. Ele ama, afinal de contas ele não foi feito pra isso?Algumas pessoas dizem que eu deveria controlar essa vadiagem coronariana, poupá-lo para o momento exato de que ele sentirá ''aquela'' emoção. Eu me questiono se não já vivi essa viagem catártica do amor e a única resposta que me vem a cabeça é que sim, já vivi esses amores incontestáveis e incondicionais, no plural. Não acredito que a gente foi feito pra amar uma única vez na vida, não mesmo. Acho que esse coração de puta que me foi dado, nasceu pra pulsar bastante e que cada pulso de prazer possa ser compartilhado sem o medo dos que acham que ele foi feito para bater sossegado e tranquilo.Sossego e tranquilidade são palvars que não cabem em um dicionário de um escorpião com ascedente em escorpião. Era tudo que ele queria na vida, mas o comichão da inquietude é muito maior. A sensação da tranquilidade chega a doer fisicamente e o sossego se transforma num ócio destrutivo. Que eu me destrua vivendo, não até o limite, quem sabe acima dele, mas viva.Viver tem doído mais que o necesário e menos que aguento, ainda há muita dor pra esse coração que vos fala, muitas das quais eu mesmo procurarei não evitá-las, sabendo dos riscos e rico será poder passar por elas. As dores que não puderem ser evitadas, essas sim me assustam, pois não tenho a quem culpar por senti-las, no que é muito mais fácil culpar a mim pelas escolhas infelizes porem honestas.
Eu quero a felicidade como qualquer um, mas felicidade é um sentimento particular e intransferivel e cada um sabe como conduzi-la, eu ando muito satisfeito com minhas insatisfaçoes felizes e não sei como mudá-las ou mesmo nem sei se quero mudá-las.
O coração é leviano mas alma não, o coração é livre mas alma é comprometida comigo mesmo, talvez por isso já me disseram que eu nunca me entreguei de ''corpo e alma'', mas a alma só será entregue em seu derradeiro momento, quando ela cismar de deixar esse corpo e começar a vagar com suas próprias ''pernas''. Sim. alma tem pernas e sei que a minha caminha mesmo sem o meu corpo físico e me volta cheia de novidades do mundo que ela viu e eu ainda não conheci. Ela, junto ao meu coração leviano, faz que a minha inquietude se faça plena, pois creiam que não vale a pena ser inquieto pela metade, é mais díficil de conviver com metades.
Sei lá....
terça-feira, 17 de março de 2009
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Um comentário:
Adoraria poder me exibir dizendo que fui eu quem escrevi esse último parágrafo.
É, a alma anda. Por dentro e pra fora. Bizarro!
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