Ser eu, me cansa muito. Eu não respeito meus limites, saio até tarde, bebo, fumo e vou até onde não deveria ir, mas esse cansaço se cura com uma boa noite de sono, daquelas que não tenho faz algum tempo. Preciso descansar meu corpo.
O cansaço pior é que sinto internamente, aquele que vem da alma ou seja lá qual o nome que damos ao nosso interior. Esse tem me consumido diariamente, mês a mês e anos a fio. É a essência de não respeitar meus limites e nem os limites alheios, e quando vem a cobrança ele corrói todas as estruturas que pareciam inoxidáveis, que nem um cupim comendo a madeira, e o maior problema é que ele destrói a base.
Consertar o externo, a pintura, é fácil, difícil é ficar toda hora procurando recuperar as fundações e cada vez que escavo para um nova obra aparecem fósseis que eu nunca me permito enterrar e fica aquele eterno jeitinho de deixar ali mais um pouco, numa espécie de luto sem fim.
Esses fósseis estão destruindo, junto a minha falta de cuidado pessoal, toda a base de uma nova vida, pois eles ocupam um espaço precioso onde deveriam estar fincadas as estacadas do meu futuro, tornando cada vez mais complicado empilhar novos tijlos e por fim nunca me deixam dar o acabamento final a minha história.
Penso que o acabamento é fundamental nessa construção, mas não o fim, pois ainda me restará depois de terminada a casa, comprar e mudar os móveis de lugar, numa eterna procura pelo ideal, que nunca vai ter fim.
Bom, acho que agora vou ter que jogar de pedreiro a engenheiro chefe e retomar as rédeas dessa construção. Então mãos a obra, que o tempo é curto.

2 comentários:
Luis, eu leio seu blog.
Bjosss
Eu acho que vocÊ deveria construir uma família, cozinhar no final de semana numa casa de campo com os filhotes.
Te desejo um comercial de margarina! Não ri não, é sério.
Com carinho,
Camila Moulin
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