Não, o chiclete não denotava arrogância. Ele foi um companheiro para que a boca interrompesse a sinapse com cérebro e não falasse o que não precisava mais ser dito.
Acredito que cada mascada era uma palavra que eu ensaiava dizer, acho que cada sumo do açucar dele era uma espécie de sentimento que vinha perdendo o gosto através dos tempos. Ele já estava quase sem sabor naquele momento, mas me ajudava a desviar atenção de você, como se fosse uma droga em que busca-se a fuga.
No fim disso tudo eu pensei que deveria ter mascado mais chicletes e falado menos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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Um comentário:
Se for de canela, tá valendo.
Beso!
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