quarta-feira, 3 de junho de 2009

Fatos e versões II.

Versão dela.

Estava perdida pelo salão, logo após uma morena linda vir tirar meu amigo para dançar. Como boa pessoa sozinha, corri a refugiar-me no bar, atrás da minha 4 caipirinha.

Olho para o lado e vejo um grupo de meninos espantados com o meu tamanho (ou com o tamanho da minha saia), mas um me chama atenção pelo olhar fulminante.

Dou uma olhada em direção ao moçoilo, de um jeito que não tinha como ele não vir falar comigo. Mas ao contrário do que eu imaginava, não veio com mais uma cantada barata. Ele veio quebrar as minhas pernas, sem obviedade, tirou um sarro da minha altura e ainda falou que não ia dançar comigo.

O papo rolou tranquilo. Várias conversas, várias risadas. Eu bem acostumada com um carioca, não acreditei em metade do que ele me falava.

O beijo demorou para acontecer. Mas aconteceu no momento certo, depois de uma puxada pela cintura que não tinha como resistir.

Meu amigo, indo embora, veio perguntar se eu ia junto.
"Não, vou com ele".

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